Um Feliz Natal e Próspero Ano Novo !!

Escrito por Paulão às 12h03
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Imagens do Vazamento da Chevron
As imagens foram retiradas de apresentação da Chevron ao congresso nacional. Imagem de radar do vazamento 9/11  
Imagem de avião do vazamento 17/11 
Imagem de avião do vazamento 22/11 

Escrito por Paulão às 14h47
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O que significa "fortalecer a Petrobras" ? Será o mesmo que " resgatar a grandeza do banespa" ?

Escrito por Paulão às 17h17
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Enviado por luisnassif, sex, 08/10/2010 - 17:10 Transcrição de um debate que aconteceu aqui no Nassif num post sobre a queda das ações da Petrobras. Uma visão mais liberal e outra mais desenvolvimentista sobre o contexto da estatal. http://www.advivo.com.br/node/222983 André Araujo Nos ultimos noventa dias fiz aqui no blog cinco comentarios sobre o equivocado modela de capitalização da Petrobrás que levaria à desvalorização da empresa como player mundial, situação que brilhantemente tinha atingido antes dessa malfadada e desnecessaria ""capitalização""; O modelo foi ruim porque a PETROBRAS era até então vista como um grande player global com governança corporativa de alto nivel, no mesmo nivel igual às majors como Exxon, Chevron, Toral, Repsol e Shell, muitos nem lembravam que era uma empresa controlada pelo Estado brasileiro. A chamada "capitalizaçã" não serviu a nenhum proposito estrategico, os objetivos foram ideologicos, de certa visão estatizante do nucleo planaltino. Era desnecessaria porque: rong>1-Uma grande empresa de petroleo tem espaço de captação continuo no mercado mundial. Quando a Shell precisa de recursos ela não faz uma "capitalização" espetaculosa, não precisa disso, ela simplesmente emite ações na quantidade necessaria, sem ruidos, se a empresa vai bem sempre encontrará compradores. Quem ja ouviu falar dessa fanfarra com capitalização da Exxon ou da Chevron? 2-Uma empresa de petroleo não precisa de todo dinheiro de uma só vez, os desembolsos em investimentos são escalonados, há abundancia de oferta de financiamentos para plataformas, navios e refinarias. 3-O aumento da participação estatal na Petrobrás foi um desastre. Queimou a ficha da empresa até então vista como um player privado, o controle do estado brasileiro passava despercebido porque a governança da empresa era vista como profissional. 4-Quem tomou essa decisão para esse modelo de capitalização provavelmente não entende nada de mercado global de capitais porque o modelo caminha na direção contraria ao mercado global. 5-Quem caminha contra o mercado sai dele, esta ai a PDVSA que em circunstancias normais poderia captar o que quisesse e hoje está sem acesso a qualquer fonte de recursos, a não ser ao capital chines, o mais extorsivo do mundo. Quase todos os analistas independentes chamaram a atenção para esses fatores, a imprensa brasileira fez um mediocre trabalho de analise dessa capitalização, saudada ridiculamente como "" a maior da historia do capitalismo"", confundindo o que era captação real dos minoritarios com a mera operação contabil de incorporação de barris teoricos da União ao capital da empresa, isso nunca poderia ser considerado um processo verdadeiro de tomada de recursos do mercado, se a PDVSA incorporasse as reservas do Orinoco poderia aumentar seu capital 200 vezes, não é real, é um mero jogo de papel. Mas a pa de cal foi usar a "capitalização" como palanque, ai queimou mesmo. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Paulo Cezar Sr. Araújo, Mais uma vez o senhor esta equivocado. A Capitalização era necessária para alavancar a capacidade de endividamente da empresa e evitar que ela perdesse o grau de investimento, além de captar recursos para o ambicioso plano de investimentos, que diga-se de passagem é superior aos planos de Exxon ou Shell. Exxon e Shel são empresas privadas e emitem ações quando querem realmente. A Petrobras é uma empresa de economia mista e o governo brasileiro tem interesse estratégico em manter seu controle acionário, deste modo não pode emitir ações como Exxon ou Shell. Apesar de serem privadas Exxon e Shell executam estratégias de ação em consonância incrivel com as politicas e estratégias de seus países de origem, o que sugere que há sim uma ligação entre as empresas e os governos de seus paises sede, apesar de essa ligação não estar relacionada ao controle acionário. Pelo menos não de maneira explicita. O Brasil não pode se dar a esse luxo. O caso da Vale é emblemático , hoje a estratégia de desenvolvimento do país esta totalmente descolada da estratégia de negócios da Vale e o governo pouco pode fazer para alterar a situação. Não podemos nos dar ao luxo de separar a Petrobras de nossas politicas de desenvolvimento, os investimentos da Petrobras estão intrinsicamente ligados ao projeto de desenvolvimento do país ( de maneira semelhante as empresas chinesas com o projeto desenvolvimentista da China ), projeto esse coordenado pelo estado e pensado para desenvolver o país, e não apenas gerar lucro máximo no curto prazo. E num contexto de exploração maciça de uma "commodittie" isso é extremamente delicado, pelo risco de desindustrialização envolvido. Deste modo concluo reafirmando a importância da capitalização, importância essa que vai além de dogmas liberais que denigrem o controle estatal. Importante porque possibilitará o levantamento de recursos sem perda de controle estratégico do estado e além disso permitirá que o estado angarie uma parte maior dos dividendos gerados pelos lucros da empresa. Além disso a queda das ações não esta de maneira nenhuma ligada a desconfianças sobre a governança, que lhe garanto continua a mesma, e não haveria porque mudar ja que é benchmarking para outras estatais , esta ligada sim ao aumento da quantidade de ações e as mesmas dúvidas de sempre sobre o preço do barril futuro e o custo do petróleo nas profundezas do pré sal. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Andre Araujo Meu caro Paulo Cezar, parabens pela acuidade de sua analise. Minhas observações> 1.A União não manteve apenas o controle que ja detinha mas aumentou sua participação. Qual a estartegia desse movimento? Se não há, ela gerou a sinalização de que a Petrobrás fica mais estatal do que antes e esse não é um bom sinal para o mercado. 2.O Estado brasileiro tem todo o direito de transformar a Petrobras em totalmente estatal, como a PDVSA, a PEMEX, a PetroPeru, a Ecopetrol da Colombia, a Aramco da Arabia Saudita, a Sonangol, de Angola, a NIOC do Irã, a Kuwait Oil, a Sratoil da Noruega. Mas se a opção e para ter uma empresa com acesso ao mercado global de capitais, a estrategia é outra. Nesse caminho estão a Sinopec chinesa e a Gazprom russa. Para acessar o mercado os movimentos precisam levar em conta os modelos mais premiados por esse mercado. E o modelo que foi usado não gera esse premio, foi uma operação ruim, mal desenhada, mal explicada e com um tom palanqueiro incompativel com uma empresa que pretende crescer conectada ao mercado global de capitais. 3.Exxon e Shell não seguem politicas nacionais hoje em dia. São empresas realmente globais, operam sob a logica global, detem poucas reservas, são mais operadoras upstream, petroquimicas. Mesmo no passado, por exemplo, a Shell não era uma empresa que operava para os interesses do estado inglês. Na decada de 30 a Shell ligou-se muito à Alemanha do terceiro Reich, a tal ponto que seu CEO, Sir Henry Deterding ficou muito mal visto pelo governo britanico, passou inclusive a residir na Alemanha. A Exxon, sucessora do grupo Standard Oil teve uma longa historia de embates com o Governo dos EUA, a começar pelo desmembramento do grupo em 1905, em seis companhais. Não é uma comapnhia identificada com o governo dos EUA. Já a Total, sucessora da Cie.Française des Petroles e a Repsol são empresas-bandeiras de seus paises. Cada caso é um caso. 4.Considero o modelo dessa capitalização errado. Seria melhor um programa de quatro ou cinco tranches de US$5 a 7 bilhões cada de captação liquida, a União manteria sua paridade com a incorporação de barris em escala proporcional. 5.Finalmente, não acho de forma alguma apropriado o uso politico, que foi feito em larga escala, do processo de capitalização, com Lula indo à bolsa, vestindo jaleco, não cabe ao Presidente da Republica misturar Estado com bolsa, vc não verá dirigentes chineses fazerem isso, no mercado ser discreto ganha premio, quanto menos fanfarra melhor, é preciso convencer os analistas e os operadores e não o palanque, que não cabe nesse cenario. 6.Finalmente, no caso Vale, a atual gestão multiplicou por 25 vezes seu valor de mercado, os impostos pagos são dezenas de vezes maiores do que antes da privatização, a companhia opera sob a logica de mercado e há fortes boatos de troca da atual gestão porque o CEO Roger Agnelli demitiu 2.00 empregados no começo da crise. A obrigação de um CEO é zelar pela companhia, ele fez o que a logica do mercado então exigia. A troca por um CEO mais submisso ao Palacio vai fazer a companhia perder valor de mercado. Quem perde? O BNDES, grande acionista, a Previ, acionista maior ainda, no fim o Brasil. As companhias chinesas que vc mencionou operam rigorosamente sob a logica de mercado, até de forma exagerada. Elas estão sim a serviço do Estado chines mas DENTRO dos mecanismos do mercado e não contra ele. Os chineses consideram que quanto mais bem sucedidas essas empresas mais a China ganhará com esse sucesso. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Paulo Cezar Ola André, Meus comentários a suas observações : Meu caro Paulo Cezar, parabens pela acuidade de sua analise. Minhas observações> 1.Qual a estartegia desse movimento? A estratégia ao meu ver é aumentar os dividendos a que a união terá direito. 2.O Estado e mercado global de capitais. A Petrobras tem uma governança premiada apesar de ser estatal. O fato da participação do estado ter aumentado esta totalmente desconectado da governança, que continuará a mesma. Antes o sócio majoritário ja nomeava o presidente e diretores e continuará fazendo. Sem mudança alguma. O fato é que os quadros da Petrobras são profissionais é há um limite que aceitamos para ingerências politicas. A avaliação majoritária na empresa é que o desenvolvimento do país é positivo para os objetivos da empresa, pois se trata do nosso principal mercado. Assim os planos estatais estão alinhados aos empresariais. Como não há perspectiva de mudança na governança, não vejo perspectiva de mudança dos planos de financiamento no mercado de capitais. A capitalização foi realmente divulgada com viés politico, porém acredito que isto seja legitimo, uma vez que os louros devem ir para quem os merece. 3.Exxon e Shell não seguem politicas nacionais hoje em dia. Pelo contrário. http://www.ionline.pt/conteudo/31379-shell-e-exxon-mobil-vao-explorar-um-dos-melhores-campos-petroliferos-do-iraque http://www.businessinsider.com/exxon-and-shell-bag-iraq-deal-to-produce-more-oil-than-nigeria-out-of-a-single-reserve-2010-1 Alias, pensar que Exxon Shell e outras são apenas empresas comuns é um erro recorrente na história do petróleo... Um erro que muitas vezes não acabou bem para os paises envolvidos.... 4.Considero o modelo dessa capitalização errado. Como disse anteriormente, avaliou-se que a participação do estado na empresa era pequena dado o horizonte projetado, e a perspectiva de dividendos. 5.Finalmente, não acho de forma alguma apropriado o uso politico... A Cesar o que é de Cesar.... O presidente deve sim capitalizar politicamente seu apoio a Petrobras, até para contrabalancear com a posição de seus adversários, que nunca adotaram politica de valorização da empresa. 6.Finalmente, no caso Vale, a atual gestão multiplicou por 25 vezes seu valor de mercado, os impostos pagos são dezenas de vezes maiores do que antes da privatização, a companhia opera sob a logica de mercado e há fortes boatos de troca da atual gestão porque o CEO Roger Agnelli demitiu 2.00 empregados no começo da crise. A obrigação de um CEO é zelar pela companhia, ele fez o que a logica do mercado então exigia. A troca por um CEO mais submisso ao Palacio vai fazer a companhia perder valor de mercado. Quem perde? O BNDES, grande acionista, a Previ, acionista maior ainda, no fim o Brasil. A Vale aumentou seu valor de mercado e Petrobras também. A Vale no entanto ajuda muito pouco na politica de desenvolvimento brasileira. Ela efetivamente exporta empregos e criação de valor para a China. A perda de valor acionário não se reflete em prejuizo direto. Mantendo-se a governança e os bons resultados o valor das ações voltaram a um patamar elevado. O mercado acionário é altamente especulativo , porém raramente se nega a adimitir realidades. As companhias chinesas que vc mencionou operam rigorosamente sob a logica de mercado,até de forma exagerada. Elas estão sim a serviço do Estado chines mas DENTRO dos mecanismos do mercado e não contra ele. Os chineses consideram que quanto mais bem sucedidas essas empresas mais a China ganhará com esse sucesso. Elas operam sob a lógica do mercado, porém sempre com o viés do desenvolvimento nacional. Por isso estamos vendo cada vez menos exportações de produtos primários pela China. Eles estão efetivamente agregando valor lá, e gerendo emprego , renda e PODER lá..... A Petrobras por exemplo operou sob a lógica de mercado sob FHC e hoje também opera. Isso não mudou. O que mudou foi o viés de suas ações, agora alinhados com a politica de desenvolvimento governamental.
Escrito por Paulão às 13h38
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As mudanças expressas em gráficos





Escrito por Paulão às 16h34
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DEBATE DE ALTO NIVEL 2 - UNICAMP
Mitos Tucanos 2 Ricardo Carneiro (Professor Titular do Instituto de Economia da UNICAMP) Embalados pela campanha eleitoral, os tucanos resolveram ressuscitar um tema polêmico: o das privatizações da era FHC. A tese é a de que elas foram benéficas à economia e ao povo brasileiro e precisam ser defendidas. Os argumentos têm sido poucos e simplistas, recorrendo-se amiúde à ampliação do número de telefones celulares como exemplo do sucesso das privatizações. Claro, esse é o segmento no qual os resultados mais aparecem em grande medida, impulsionados pela revolução tecnológica havida no setor. Contudo, a questão é bem mais complexa e envolve variados aspectos. No balanço dos prós e dos contras esses últimos se impõem na maioria dos casos. Vejamos um deles, o dos preços dos serviços. Não se pode afirmar que a qualidade dos serviços nas empresas privatizadas melhorou de forma generalizada – a lembrança do apagão é indelével. Porém, mesmo que isto fosse verdadeiro haveria que se considerar o que ocorreu com os seus preços. O gráfico abaixo traz as informações relativas à evolução do índice amplo de inflação e dos preços administrados. Esses últimos envolvem um conjunto variado de serviços, cujo peso no IPCA é de cerca de 30%. Desses, o conjunto produzido pelas empresas privatizadas abrange 15% do índice ou metade do total respondendo assim por uma parcela significativa da variação de preços no Brasil. Os dados do gráfico são impressionantes e mostram uma verdadeira revolução nos preços relativos. Ao longo dos últimos quinze anos houve um significativo encarecimento dos bens e serviços públicos: para o período como um todo, enquanto a inflação geral ao consumidor foi de aproximadamente 150% acumulados, este sub-grupo subiu o dobro, cerca de 300%. Esses números apenas traduzem o que é sentido no dia a dia pelo cidadão: o peso no orçamento dos pagamentos das contas de luz, água, telefone, pedágio, etc. Há ainda nos dados do gráfico um aspecto que merece ser destacado. O grande aumento de preços relativos, ou o encarecimento desses bens públicos ocorre durante os anos 1996 a 2002. A recomposição tarifária imediatamente antes e após as privatizações e as regras de indexação das tarifas por um índice de preços que reflete com maior proximidade a variação do dólar (o IGP-DI), foram os responsáveis por essa trajetória. O Governo Lula herda esses contratos, mas logra obter um melhor resultado na evolução desses preços, por uma negociação dos seus termos, nas suas revisões periódicas, mais favoráveis ao cidadão. Isto para não falar da administração de preços cruciais como os dos combustíveis, que tiveram no passado recente uma alta significativa decorrente do contexto internacional favorável. Ou seja, prevaleceu no Governo Lula, a despeito da herança recebida, uma gestão que colocou os interesses da cidadania em outro patamar. 
Escrito por Paulão às 14h27
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Enviado por luisnassif, qui, 07/10/2010 - 12:02 Maria Rita Kehl confirma demissão Por Bruno de Pierro Do Brasilianas.org A psicanalista Maria Rita Kehl não escreverá mais para o jornal O Estado de S. Paulo. A decisão foi tomada na última quarta-feira pelo jornal, segundo informou Kehl para a reportagem do Brasilianas.org. A publicação do artigo "Dois Pesos...", no último sábado (2), pelo qual denunciou a desqualificação dos votos das classes C e D, foi o motivo do desligamento, principalmente depois que os boatos de que seria demitida tomaram espaço em redes sociais e blogs na Internet.
Assim que soube da possibilidade de demissão, a psicanalista tentou negociar com a editora do Caderno 2, sugerindo que passasse, então, a escrever mais sobre psicanalise e menos sobre política, apesar deste tema atrair muito o interesse dela.
De acordo com Kehl, é provavel que alguém da redação tenha ouvido a conversa entre elas e divulgado que o jornal voltaria atrás em sua decisão, dando esta condição à colunista. Com isso, a polêmica ganhou forma. "Tenho a impressão de que o jornal acha que eu é que repercuti a conversa na Internet", afirma. Kehl explica que o jornal nunca interferiu no conteúdo de seus textos, mas se diz surpresa pelo fato da decisão ter sido tomada sem uma conversa prévia sobre o artigo. Mesmo assim, ela acredita que a medida não teve interferência direta de algum político ou partido, apesar do caráter político. "Não defendi programa de governo. Dizem que quando o pobre vota por uma causa, é porque o voto está comprado. Foi sobre isso que escrevi", explica. Do Terra Magazine Maria Rita Kehl: "Fui demitida por um 'delito' de opinião" Bob Fernandes A psicanalista Maria Rita Kehl foi demitida pelo Jornal O Estado de S. Paulodepois de ter escrito, no último sábado (2), artigo sobre a "desqualificação" dos votos dos pobres. O texto, intitulado "Dois pesos...", gerou grande repercussão na internet e mídias sociais nos últimos dias. Nesta quinta-feira (7), ela falou a Terra Magazine sobre as consequências do seu artigo e o motivo de sua demissão: - Fui demitida pelo jornal o Estado de S. Paulo pelo que consideraram um "delito" de opinião (...) Como é que um jornal que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua? Leia abaixo a entrevista. Terra Magazine - Maria Rita, você escreveu um artigo no jornal O Estado de S.Paulo que levou a uma grande polêmica, em especial na internet, nas mídias sociais nos últimos dias. Em resumo, sobre a desqualificação dos votos dos pobres. Ao que se diz, o artigo teria provocado conseqüências para você... Maria Rita Kehl - E provocou, sim... - Quais? - Fui demitida pelo jornal O Estado de S.Paulo pelo que consideraram um "delito" de opinião. - Quando? - Fui comunicada ontem (quarta-feira, 6). - E por qual motivo? - O argumento é que eles estavam examinando o comportamento, as reações ao que escrevi e escrevia, e que por causa da repercussão (na internet) a situação se tornou intolerável, insustentável, não me lembro bem que expressão usaram. - Você chegou a argumentar algo? - Eu disse que a percussão mostrava, revelava que se tinha quem não gostasse do do que escrevo, tinha também quem goste. Se tem leitores que são desfavoráveis, tem leitores que são a favor, o que é bom, saudável... - Que sentimento fica para você? - É tudo tão absurdo...a imprensa que reclama, que alega ter o governo intenções de censura, de autoritarismo.. - Você concorda com essa tese? - Não, acho que o presidente Lula e seus ministros cometem um erro estratégico quando criticam, quando se queixam da imprensa, da mídia, um erro porque isso, nesse ambiente eleitoral pode soar autoritário, mas eu não conheço nenhuma medida, nenhuma ação concreta, nunca ouvi falar de nenhuma ação concreta para cercear a imprensa. Não me refiro a debates, frases soltas, falo em ação concreta, concretizada. Não conheço nenhuma, e, por outro lado.. - ...Por outro lado...? - Por outro lado a imprensa que tem seus interesses econômicos, partidários, demite alguém, demite a mim, pelo que considera um "delito" de opinião. Acho absurdo, não concordo, que o dono do Maranhão (Senador José Sarney) consiga impor a medida que impôs ao jornal Estado de S.Paulo, mas como pode esse mesmo jornal demitir alguém apenas porque expos uma opinião? Como é que um jornal que está, que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua? - Você imagina que isso tenha algo a ver com as eleições? - Acho que sim. Isso se agravou coma eleição pois, pelo que lês me alegram agora, já havia descontentamento com minhas análises, minas opiniões políticas.
Escrito por Paulão às 12h39
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UNICAMP DESMENTE ARGUMENTO TUCANO
Mitos Tucanos 1 Ricardo Carneiro (Professor Titular do Instituto de Economia da UNICAMP) Os dados relativos ao desempenho da economia brasileira diante das crises internacionais que constam do documento da ABDIB “DOIS ANOS DEPOIS: O impacto da crise financeira no PIB, nos investimentos e na produção de bens de capital” põem por terra uma das mais caras teses tucanas, a de que o crescimento econômico foi medíocre durante a era FHC por conta dessas crises. Nunca é demais lembrar que o PIB cresceu em média 2% a.a na era FHC contra 4% a.a. na era Lula. Como se pode ver nos dois gráficos abaixo, a crise de maior impacto foi a de 2008, como seria de esperar, pois ela é sabidamente a maior crise do capitalismo desenvolvido desde a Grande Depressão.. Mas, dada a sua intensidade, chama a atenção a rapidez com a qual a economia brasileira se recupera: tanto no PIB quanto no investimento, são apenas dois trimestres de queda seguida de recuperação com o nível pré crise sendo atingido em pouco mais de um ano no caso do PIB e em um ano e meio no do investimento. A amplitude e sucesso da política anticíclica posta em prática pelo Governo Lula são, à luz desses dados, indiscutíveis. O uso adequado da política econômica, com menor importância da política cambial, fiscal e monetária mas com apelo maior à política creditícia por meio dos bancos públicos, jogou um papel decisivo. Em contraste com a crise de 2008, tanto a crise da Ásia quanto a crise sucedânea da Rússia têm efeitos bem menos relevantes sobre a economia brasileira. Assim, a crise da Ásia que se inicia no quarto trimestre de 1997, faz declinar o PIB em 2% apenas em um trimestre, com impacto quase nulo no investimento. Na seqüência, a crise da Rússia tem efeito menos pronunciado ainda sobre o PIB, embora mais intenso duradouro sobre o investimento. De qualquer modo, a recuperação do Investimento se faz após quatro trimestres do início da crise e de maneira muito lenta a despeito da melhoria das condições internacionais, e da mudança do regime cambial. Aliás, cabe recordar que a retomada do crescimento observada em 2000 (um ano e meio após a crise) é interrompida, em 2001, pelo apagão. Diante desses fatos as conclusões são inescapáveis: fatores domésticos, dentre eles a política econômica posta em prática na era FHC foram muito mais importantes para explicar o medíocre desempenho da economia naquele período do que fatores internacionais.  


Escrito por Paulão às 10h33
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Os investimentos em fertilizantes da Petrobras
  



Escrito por Paulão às 15h18
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Petrobras paga metade da remuneração da Drogasil
Autor(es): De São Paulo Valor Econômico – 29/03/2010
A remuneração de conselheiros e diretores da Petrobras somou R$ 7,35 milhões no ano passado, ou cerca de metade do que foi pago por empresas de porte bem menor, como Drogasil e Marcopolo, que gastaram R$ 13,56 milhões e R$ 16,53 milhões, respectivamente, com a administração da companhia. O valor pago pela estatal aos seus mais altos executivos representa 0,025% do lucro apurado em 2009, de quase R$ 29 bilhões. Mesmo em empresas com rentabilidade elevada o percentual sequer chega perto disso. No caso do Bradesco, por exemplo, a remuneração anual de R$ 210 milhões da administração equivaleu a 2,63% do ganho líquido contabilizado no ano passado. No caso de outra estatal federal, como o Banco do Brasil (BB), a diferença também não foi tão grande. O banco gastou o equivalente a 0,26% do lucro de 2009, ou R$ 27,1 milhões, para remunerar cerca de 40 executivos de primeiro escalão. Com um lucro bem menor que o do BB no ano passado, o Santander pagou R$ 168 milhões aos seus diretores no ano passado. Os conselheiros foram remunerados pela matriz espanhola. Ainda para ilustrar o caso da Petrobras, a maior remuneração da diretoria foi de R$ 971 mil em 2009. O executivo-chefe da Exxon Mobil, maior petroleira do mundo, ganhou US$ 27 milhões no mesmo período. A diretoria da Exxon Mobil toda embolsou US$ 59 milhões em 2009, valor 16 vezes maior que o pago pela Petrobras para diretoria e conselho, considerando cotação média para o dólar em R$ 1,99. A comparação com empresas internacionais também pode ser feita com a Vale, embora da mineradora brasileira tenha usado a liminar judicial para não informar a remuneração máxima, mínima e média dentro de sua diretoria e conselho. As australianas BHP e Rio Tinto, duas das principais competidoras da Vale e que divulgam nominalmente os salários dos executivos por força de regulação, gastaram US$ 42,5 milhões e US$ 45,6 milhões, respectivamente, com a administração. A mineradora brasileira pagou R$ 46,8 milhões, o que equivale a US$ 23,5 milhões. Apenas com a diretoria a Vale gastou R$ 42,76 milhões em 2009. Com a média ponderada pelos meses de trabalho de 6,33 diretores, é possível calcular um gasto por pessoa de R$ 6,75 milhões, ou US$ 3,39 milhões. O executivo mais bem pago da BHP recebeu US$ 10,4 milhões em 2009, enquanto na Rio Tinto a remuneração máxima somou US$ 10,1 milhões. Na média entre a diretoria, o pagamento na BHP ficou em US$ 6 milhões e na Rio Tinto, em US$ 3,5 milhões.
Escrito por Paulão às 08h26
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Category: Gripe Suína Posted on: março 10, 2010 11:12 PM, by Karl  Essa semana fiquei surpreso com o número de pessoas, inclusive médicos, que estão inseguros em relação à vacinação para a gripe pandêmica. Por isso, mais um post sobre a vacina. Espero não estar torrando a paciência de vocês. Vamos lá: Existem vários tipos de vacina para a gripe A H1N1. Segundo o Ministério da Saúde, a Organização Pan Americana de Saúde (OPAS) fornecerá 10 milhões de doses para o Brasil. O Governo já havia comprado, em novembro de 2009, o primeiro lote de vacinas com 40 milhões de doses fornecidas pelo laboratório Glaxo Smith Kline (GSK). Além disso, encomendou 33 milhões de doses ao Instituto Butantan que as fabricará segundo transferência de tecnologia negociada com o laboratório Sanofi-Pasteur. A vacina que eu tomei foi essa, Butantan-Sanofi Pasteur de vírus inativado da cepa A/California/7/2009 (H1N1)v, propagada em ovo, com 15 μg de hemaglutinina por dose plena. O tipo de vacina também é um dos determinantes do esquema de vacinação proposto pelo Governo. O que são os adjuvantes?Os componentes da vacina além dos vírus inativados estão dando o que falar. Em especial devido a " correntes" totalmente desinformadas que circulam por meio de spams nos emails por aí. Vamos às informações: Os adjuvantes são substâncias que aumentam a imunogenicidade da vacina. Em tempos de pandemia, a quantidade de vírus disponíveis é um fator limitante e os adjuvantes aumentam a capacidade de produção da vacina em 100 a 200%. Mesmo assim, isso pode não ser suficiente. Há dois tipos principais de adjuvantes: o esqualeno e os sais de alumínio. A vacina Butantan-Sanofi Pasteur não tem nenhum dos dois. A vacina da GSK tem o AS03, o esqualeno e ainda outro agente imunogênico, o tocoferol (vitamina D). Os adjuvantes foram testados na fabricação de vacinas da gripe sazonal e da H5N1. E o tal de Timerosal? Timerosal, ou em inglês, thiomersal, é o nosso antigo mertiolate. É uma tintura de mercúrio orgânico com poderes antimicrobianos quando usado tópicamente. Foi retirado do mercado por causar uma ardência enorme nos ferimentos abrasivos e pela necessidade de retirada gradual dos produtos à base de mercúrio por razões ambientais. O timerosal é usado nas vacinas na manufatura e para evitar a contaminação do produto final. A vacina pandêmica tem mais ou menos 2,5 a 50 μg timerosal por dose como preservativo. O timerosal contem 49,6% de mercúrio (ou seja, 1,25-25 μg de mercúrio por dose). Essas doses são consideradas baixas e aproximadamente 1/4 da ingestão máxima diária para uma pessoa de 60 kg. Muitas pessoas, inclusive alguns vizinhos meus, são alérgicos ao timerosal. E agora? Podem tomar a vacina ou não? Segundo o relatório abaixo [2] e um especialista em vacinação que consultei, as alergias de contato ao timerosal NÃO contraindicam a vacinação. Existem tipos raros de alergia ao composto nos quais o paciente apresenta sintomas sistêmicos, por exemplo, angioedema (inchaço na boca e face), broncoespasmo (chiado no peito), urticária (vergões na pele). Nesse caso, a alergia é mais importante e a vacina está contraindicada. Na dúvida, é sempre melhor perguntar ao seu médico. Essa vacina, afinal, é segura? Vou citar o relatório novamente: "Baseado em informações recebidas de 16 países, a OMS estima que por volta de 80 milhões de doses da vacina pandêmica foram distribuídas e aproximadamente 65 milhões de pessoas foram vacinadas. Campanhas de vacinação globais têm se utilizado de vacina com e sem adjuvantes, com vírus atenuados e inativados (este último grupo não licenciado na Europa). Apesar da intensa monitorização sobre a segurança das vacinas, todos os dados compilados até o momento, indicam que as vacinas pandêmicas gozam do mesmo excelente perfil de segurança que as vacinas sazonais, as quais tem sido utilizadas por mais de 60 anos."Nesse ponto, acho que fomos beneficiados por estarmos no hemisfério sul. Dessa vez, testaram lá antes. [1] Atmar RL, & Keitel WA (2009). Adjuvants for pandemic influenza vaccines. Current topics in microbiology and immunology, 333, 323-44 PMID: 19768413 [2] European Centre of Disease Prevention and Control. [link]
Escrito por Paulão às 09h16
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UM OUTRO OLHAR O jornalista MARK WEISBROT é diretor do Centro de Pesquisas Econômicas e Políticas (www.cepr.net), de Washington. Seu artigo na Folha de S Paulo¹ deste domingo (21) representa um olhar realista, imune ao passional clima pré-eleitoral brasileiro. O assunto é a campanha dos Estados Unidos pela adoção de sansões contra o Irã, cuja recusa pelo Brasil é alvo de infundadas críticas dos opositores ao governo. Lula vem argumentando que a estratégia estadunidense de confrontos e ameaças é contraproducente. Os argumentos contra Lula, segundo o analista, foram resumidos pelo oposicionista José Serra, na Folha de S Paulo² de 23/11/2009. Serra ataca Lula por ter recebido Ahmadinejad, cuja reeleição teria sido “notoriamente fraudulenta”, pelo teor repressivo do governo e pela negação do Holocausto. Weisbrot argumenta que a primeira acusação é inaceitável por quem tenha examinado as evidências. A vitória de Ahmadinejad por uma diferença de 11 milhões de votos teve apuração testemunhada por centenas de milhares de pessoas. Mais: os resultados corresponderam às pesquisas de intenção de voto e também de boca de urna. Por outro lado, articulista não tem dúvidas de que o governo do Irã é repressivo, embora também o sejam alguns aliados dos Estados Unidos na região. O Egito, a Arábia Saudita, Israel. Quanto à negação do Holocausto por parte de Ahmadinejad, Weisbrot relembra que “Lula a condenou fortemente”. No entanto, questiona se deveria Lula também recusar um encontro com Hillary Clinton, que apoiou a invasão e a ocupação do Iraque (Inútil guerra que já matou mais de 1 milhão de pessoas). Hillary também apóia as mortes de civis cometidas diariamente por forças dos EUA no Afeganistão. Para o analista estadunidense, “Lula se reúne com todos os lados na disputa porque está tentando exercer um papel de mediador para impedir outra guerra desnecessária. É isso o que fazem os mediadores. A equipe de Obama, assim como a do ex-presidente Bush, tem dificuldade em compreender esse conceito. Ela prefere adotar uma abordagem do tipo “Poderoso Chefão” para as relações internacionais. A abordagem da equipe de Lula é oposta, algo que se deve à sua experiência sindical: ele procura o diálogo, as negociações e as concessões, visando solucionar conflitos.” Na mesma linha arrogante de Obama, que não difere da de Bush, o ex-subsecretário de Estado de Bill Clinton, James Rubin, publica na “Newsweek³” desta segunda-feira (22) o artigo “Pressionando Lula”. No subtítulo, “aliados que se negam a sancionar Irã também devem pagar”. No texto, “Boa vontade e respeito nem sempre são o bastante. Algumas vezes, até países amigáveis precisam entender que vão pagar um preço por desafiar os EUA. Muito provavelmente, essa ação vai funcionar. O Brasil vai ajustar sua posição. E o resto do mundo vai perceber.” Rubin parece não saber que o Brasil já não é mais quintal dos EUA. Também parecem não saber (ou não querem saber) nossos eternos padecentes do complexo de vira-latas, como o ex-presidente FHC, que quer “para o Brasil uma relação mais estreita com os Estados Unidos, que desse espaço para o país se afirmar mais em sua área de influência.” (Na Folha de S Paulo* desta sexta-feira, 19). Quinta-colunismo sem criatividade, pois repete um outro arrivista dos anos 60, Juracy Magalhães: “o que é bom para os EUA é bom para o Brasil”. Alheio às prioridades de Washington que não se destinam aos interesses mais amplos, Lula, como disse Mark Weisbrot, “tornou-se um dos líderes mais respeitados do mundo e, por essa razão, possui potencial singular de ajudar a resolver alguns dos conflitos políticos mais sérios do planeta.” Satanizado por Washington e pelos vira-latas da mídia e da oposição brasileiras, nosso presidente, diz o analista, “vem assumindo uma atitude pautada por princípios e que atende aos interesses mais verdadeiros não apenas do Brasil, mas da humanidade. (…) O mundo precisa seriamente desse tipo de liderança.” (1) http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2103201009.htm (2) http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2311200908.htm (3) http://www.newsweek.com/id/235217 (*) http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1903201011.htm ( * ) Em Boletim H S Liberal você terá acesso às fontes desta postagem e poderá comentá-la. Estas informações/opiniões não apareceram – ou não mereceram o devido destaque – nos “jornalões”, revistas semanais e blogs mais difundidos. O objetivo é fornecer, ou destacar, contrapontos à tendência ideológica da grande mídia. Assim, estimular o debate democrático do que acontece no mundo e no Brasil. Link aberto para o artigo do autor americano : http://jnascimento.posterous.com/mark-weisbrot-ira-lula-nao-deve-ceder-a-press
Escrito por Paulão às 08h51
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Serra adota discurso de vítima diante das enchentes

Existe São Paulo. E existe “São Paulo”. Há a cidade e o coletivo em que ela se transformou. Pode ser coletivo majestático ou pejorativo. Depende do lado que você está e do que lhe vem à mente quando ouve “São Paulo”. Sem aspas, São Paulo é trabalho, é locomotiva, é PIB. Com aspas, pode ser poluição, engarrafamento, caos urbano. Nos dias que correm, “São Paulo” é enchente, é morte. A água penetra todas as suas residências. Nalgumas, chega pela TV. Noutras, faz boiar os móveis. José Serra levou ao microblog, na madrugada desta quarta (27), meia dúzia de palavras sobre o flagelo. Escreveu como vítima, não como governador. Contou: “Fui até a estrada de Itapevi, onde o temporal abriu uma cratera impressionante. Prevendo o risco, o DER havia feito uma interdição na via”. Celebrou: “Só por isso não houve maior tragédia. O carro com dois funcionários do DER despencou, mas felizmente eles foram resgatados e passam bem”. Esmiuçou: “Tentei ir a Bauru, mas não consegui. Com o temporal, o aeroporto de Congonhas estava feito sanfona: abria e fechava o tempo todo”. Contabilizou: “Este é o mês de janeiro mais chuvoso em SP, desde 1995, quando o Centro de Gerenciamento de Emergências passou a fazer medições.” Comparou: “Pra vocês terem uma idéia: o previsto para todo o mês de janeiro eram 239 mm. Na zona norte de SP, choveu 43 mm só nesta terça-feira!” Espantou-se: “A Estação Meteorológica da USP registrou, 5ª feira passada, o maior volume acumulado de chuva em janeiro desde 1932, quando começou a medir”. Quem teve a ventura de ler José Serra sentiu falta de um governador. Alguém que discorresse sobre planos e medidas. Quem leu José Serra teve a impressão de que ele não é propriamente um governador. É apenas mais uma vítima. Ou, por outra, é a ausência de solução com doutorado. Uma espécie de nada com PhD, a contemplar a cidade desde a janela do Palácio dos Bandeirantes.....
Continua : http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2010-01-01_2010-01-31.html#2010_01-27_04_45_51-10045644-25
É impressionante como o jornalista "pega leve", quando se trata do Serra. Fosse um governista, com certeza teria ganhado um apelido pejorativo, e seria alvo de indiretas de duplo sentido.
Mas , falando sobre a inapetência administrativa do "PHD", que não tem diploma de graduação, e especificando aquilo que o jornalista não quis especificar quando fala das consequências de 1 década e meia de tucanos :
A verdade é que o problema foi resolvido pelo Alckmin, que gastou mais de 1 bi para rebaixar a calha do tiête. Ponto para os tucanos. Porém, contudo, todavia, entretanto, o "PHD", sem graduação, e ao que me conste sem tese acadêmica também, não fez seu dever de casa e deixou de dar manutenção a obra do Alckmin. Isso fez com que, aos poucos, toda a lama retirada da calha voltasse, diminuindo a vazão do rio, e provocando, "NOVAMENTE", enchentes gigantescas.... Enquanto isso o governador esta no twitter e nos editoriais da mídia, ao invés de governar...
Escrito por Paulão às 14h28
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Mais uma do Boris....
Jornalismo de ficçãoPor Marcelo CostaNassif, deplorável a reportagem do Jornal da Band desta noite (com os efusivos comentários da “autoridade” em isenção Boris Casoy) sobre o PNDH. Diz a matéria que “especialistas, sociedade civil e ministros de Estado” são contra o projeto. Assim, bem geral mesmo. E qual o especialista (Aliás, único ouvido na matéria. Então, foi uma entrevista, na verdade) que eles escalaram para comentar? Ives Gandra Martins. Uai, mas ele não é tributarista? Pois é… O Projeto foi caracterizado como o mais autoritário desde o Regime Militar e o primeiro passo (acreditem, isso foi dito mesmo) para uma ditadura. Segundo eles, o projeto atenta contra a propriedade, contra a liberdade religiosa (até isso o Ives Gandra comentou) e (claro) contra a liberdade de imprensa. Uma monstruosidade típica de uma TV Bandalha (com a licença do Cloaca News). Clique aqui. ComentárioDa série “jornalista da Band sofre”… A matéria chega ao cúmulo de dizer que o PNDH-3 é o maior golpe à democracia desde o fim do regime militar. Depois, entrevista a “sociedade civil” – que é… o Ives Gandra da Silva Martins. Aí a sociedade civil diz que nunca viu nada igual em 51 anos de advocacia e 49 de magistério. Pediu um parecer, a sociedade civil não vacila: saca imediatamente um da algibeira. Por Nonato AmorimEm compensação, Marcelo, o Prof. Paulo Sergio Pinheiro, ex-Secretário Especial dos Direitos Humanos, NO GOVERNO FHC, deu uma honestíssima e esclarecedora entrevista à CBN sobre o PNDH. Eis o link…Abs. http://cbn.globoradio.globo.com/programas/jornal-da-cbn-2-edicao/2010/01/11/COMISSAO-DA-VERDADE-DO-3-PROGRAMA-NACIONAL-DE-DIREITOS-HUMANOS-CRIA-POLEMICA.htm ComentárioA entrevista de Paulo Sérgio é definitiva. Diz que o documento mantém as linhas gerais dos programas anteriores. Informa que não apenas ele, mas o próprio Aluizio Nunes Ferreira – o candidato de Serra à sua sucessão – participaram das discussões. Diz que a participação foi ampla, democrática. Diz ser amigo de Arthur Virgílio mas aconselhou-o a ler o documento. Informa sobre a nobreza de se colocar os três planos no mesmo documento, mostrando a intenção da continuidade. E considerou ridículo comandante militar apresentar demissão, porque nem ministros são.
Escrito por Paulão às 12h20
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“Segurança Nacional-A ameaça”, filme de ação brazuca vem ai…Autor: Juarez Silva Jr. 2 jan 2010 Começando as postagens de 2010 com uma muito boa notícia, apesar de ter havido muita paparicação em torno do filme "Lula, o filho do Brasil" que estreou dia 01 de janeiro, contando a relativamente bem conhecida história do nosso presidente, não é essa a minha dica cinematográfica de começo de ano. A empolgação fica por conta do longa brasileiro "Segurança Nacional-A ameaça", segundo filme do cineasta "americano-brasileiro" (filho de brasileiros nascido nos EUA e radicado em Santa Catarina) Roberto Carminati, que é o primeiro filme brasileiro de ação nos moldes de recentes e consagrados filmes hollywoodianos, só pelo trailler já se fica animado. 
imagens de divulgação O pioneirismo começa pelo fato de trazer para as telas "o primeiro presidente negro do Brasil" (na trilha dos filmes americanos anteriores a chegada de Barack Obama ao poder), vivido pelo experimentadíssimo ator Milton Golçalves, acompanhado de grande elenco: Thiago Lacerda como agente da Abin, Ângela Vieira como diretora da Abin, Gracindo Jr. interpretando o senador Dauro, Aílton Graça como agente da Abin e Viviane Victorette no papel de namorada de Marcos, personagem de Thiago Lacerda e o estrangeiro Joaquin Cosio ( o mesmo de 007 Quantum of Solace) no papel do vilão narco-traficante. 
imagens de divulgação O filme tem tudo que costuma ter nesse gênero de ação : agência/agentes federais, presidente durão, avião presidencial, vilão endinheirado, narco-terroristas, ação na selva, modernos centros de controle aéreo, dispositivo de alta-destruição, políticos, cenas aéreas com jatos de caça, helicópteros, aviões especializados, polícia, tropas do exército, paraquedistas, perseguições de carro/lancha, namorada do mocinho sequestrada… enfim, tudo que estamos acostumados e gostamos de ver, só que agora tudo é "brazuca" como no caso das nossas tropas e dos aviões da Embraer (Super Tucano e EMB-145 AEW&C ) ou "quase" ( como no caso de N outros equipamentos da FAB como o novo avião presidencial também conhecido como " Aerolula" e os F5E) Basicamente o filme conta a história de narco-traficantes que planejam "bombardear" com um dispositivo de alta-destruição utilizando um pequeno avião, o nosso conhecido SIVAM- Sistema de Vigilância da Amazônia (aqui em Manaus) , a ABIN- Agência Brasileira de Informação, coloca seu melhor agente (vivido pelo ator Thiago Lacerda) no caso, a partir dai se desenrola toda a trama . 
fotomontagem a partir de imagens de divulgação Ah! para nós que vivemos na Amazônia e principalmente em Manaus, a coisa tem um obvio "sabor especial" já que somos "o alvo" , poderemos ver além de paisagens conhecidas, a ação de nossas forças de defesa baseadas na região… . Para os afrobrasileiros também é um marco, depois do primeiro filme nacional moderno de ação com efeitos especiais "Besouro, o filme", sobre o capoeirista baiano dos anos 20 do séc. passado e com fortes referências a cultura afrobrasileira, "Segurança Nacional" dá uma baita força afirmativa na auto-estima do povo negro brasileiro ao ter no papel de Presidente um expoente da dramaturgia nacional como Milton Gonçalves, além de um "importante mocinho" vivido por Ailton Graça. O filme foi rodado em 2006 e só agora está pronto para ir as telas, em novembro passado houve uma pré-estreia em Joinville para autoridades e patrocinadores, a previsão é que tenha o lançamento nacional após o carnaval, provavelmente em maio. maiores detalhe e o trailler no site oficial : http://www.segurancanacional.com.br/ .
Escrito por Paulão às 10h50
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